24 janeiro 2021

Eu quero uma capivara.

 Por incrível que pareça, ainda existe a caçada. Não sei se parecida com as que aconteciam nas florestas reais da Inglaterra ou com as que os índios praticavam para se alimentar...

Mas é aquela que faz alguns homens ricos, no auge da falta do que fazer, sairem de casa com suas espingardinhas importadas para alguma floresta particular de algum amigo. O objetivo não é se alimentar, como os índios, mas se divertir como os ingleses. Mas, como diria Cazuza, eles são "caboclos querendo ser ingleses" e, no máximo, só ajudam a diminuir a tão precária fauna brasileira. 

E o que dá vontade de fazer? Cuidar dessa fauna. Só isso. Inocente e humoradamente, podemos pensar em "adotar" um bichinho, envolver nos braços uma espécie em extinção, levar pra casa...melhor não. Nem tudo que é belo e fofo deve sair do seu habitat. Quando a amiga Andressa, em um papo sobre caçadas atuais, falou "eu quero uma capivara", imaginei imediatamente a vontade de abraçar o planeta e proteger de que só quer detonar com o coitado. 

Querer uma capivara, um porco anão, até um jumentinho, vai além da posse...mas revela a incrível e imensurável vontade de cuidar da vida. Então, cuidemos.